Primeira aula de 2010!

Janeiro 4th, 2010

Fiquei muito contete hoje de dar a primeira aula de 2010 no Tsurugui!

Sete da manhã, um sol muito gostoso entrando pela janela….dois corajosos além de mim :) Bom, alguns outros devem ter ficado no trânsito ou evitado ele. O importante é que com 2 já se pode fazer um BOM treino!

Fizemos um treino focado em Guyaku Katate tori (pegada no pulso, lado contrário). Uma vez com o estímulo do uke (que ataca) empurrando o braço do defensor (Nague) e outra puxando.

Normalmente se treina pouco com o braço sendo puxado, mas é interessante para pessoal mais graduado. O defensor deve seguir o movimento do “puxão” se harmonizando com ele, mas direcionando o corpo um pouco para fora da linha de ataque, visando se protegar da outra mão. É como treinar um tai-no-henko ao contrário, muito eficaz e instrutivo. Tentem!

Abraços.

Marcos.

Feliz 2010!

Janeiro 1st, 2010

Pessoal

Quero desejar a todos um EXCELENTE 2010!

Tenho certeza que nossa arte do Aikido pode colaborar muito com este ano. O principal ponto que vejo é sobre a comunicação.

Perdemos muitas oportunidades por mera falta de comunicação. Seja a oportunidade de se defender de um soco, ou seja a oportunidade de perceber uma contribuição no nosso trabalho.

Tudo é questão de não percebermos o que sutilmente está a nossa volta. E o Aikido é uma ferramenta para ajudar a reduzir essa dificuldade.

Espero ver todos no tatame em 2010!

Abraços.

Marcos

Aulas dos Senseis da FIA no Tsurugui

Novembro 6th, 2009

Pessoal

Tivemos a honra de ter na semana passada a visita do Sensei Eduardo Dutra (6 Dan) e nesta semana o Sensei Ricardo Leite (6 Dan), ambos da FIA - Federação Intercultural de Aikido (www.aikidofia.com.br).

Foram aulas excelentes e em um clima muito bom de amizade e respeito.

Deixo aqui meus agradecimentos formais aos Senseis, esperando que voltem a nos visitar logo!

Abraços.

Marcos

Seminários: ir ou não ir, eis a questão?

Outubro 29th, 2009

O primeiro grande seminário em que fui foi em meados dos anos 90, o segundo seminário internacional de Yamada Sensei no Brasil. Ocorreu no ginásio do Clube Tietê. Treinava naquela época em Ribeirão Preto com Breno sensei, e ter contato com o aikido de Yamada sensei foi algo muito diferente do que treinava em meu dojo.

A vinda de Yamada sensei e seus alunos diretos para o Brasil a partir dos anos de 1990 – senseis Donovan e Peter – mudaram a prática e a conduta de muitos praticantes, sobretudo aqueles que tiveram a oportunidade de ir a seus seminários. O aikido de movimentos expandidos, fluente e dinâmico de Yamada sensei veio preencher uma lacuna dentro da prática para muitos instrutores e senseis no Brasil. Tanto é que diversos deles se filiaram ao mesmo nos anos seguintes.

Ir a seminários, sejam internacionais ou não, deve fazer parte da aprendizagem de todo praticante de aikido. Não raro, praticantes de outras artes marciais também freqüentam esses seminários, demonstrando que eles abrangem técnicas e vivência que extrapolam o nicho da arte representada.

Mas não aprendo aikido apenas indo aos treinos do meu dojo? Não, você também aprende indo a esses seminários trocando experiências, fazendo novas amizades, treinando com pessoas diferentes com habilidades diferentes. Aprende que há tanto a aprender, que é uma jornada longa, difícil mais repleta de prazer. Prazer em aprender e a ensinar.

Hoje, temos diversos seminários ocorrendo todos os anos em todo o Brasil, muitos ocorrem na cidade de São Paulo, onde estão grande parte dos praticantes e muitas sedes de organizações que difundem a prática do aikido.
Assim, não deixe de prestigiar esses eventos, pois sempre se aprende indo a eles, sempre.

Marcelo Freitas

Competir ou não?

Abril 1st, 2009

Esse texto é para aqueles que começaram agora na arte. Para muitas das dúvidas que tem e outras que virão, vamos tentar aplacar algumas.

Por que não competir no Aikido? O-Sensei, Morihei Ueshiba, não queria que a disputa de egos pudesse atrapalhar no desenvolvimento pessoal e da arte. Assim, ele não quis que houvesse torneios dentro do Aikido. O mais importante é a disputa diária, o crescimento pessoal de cada um. O ego é algo que atrapalha isso, como também em diversos momentos da vida. Conseguir controlá-lo, de fato, é uma jornada para um melhor aproveitamento das nossas relações.

Apesar de não ser competitivo, não podemos esquecer de que o Aikido é uma arte marcial. Como tal, não está ligado a regras que norteiam a atividade esportiva, que em um segundo plano, limitam o próprio desenvolvimento da arte.

Li hoje, uma revista marcial que entrevistava cinco kodanshas de Karate. Kodansha é um grupo seleto, formado por notáveis da arte, com no mínimo 7º Dan. Um deles disse que o verdadeiro caminho do Karate não está na pratica esportiva, mas sim no Budo. Tomo emprestado as palavras do sensei de Karate, que se aplicam a qualquer arte marcial, sobretudo de origem japonesa. O caminho para entendê-las é o Budo. Budo tem um sentido amplo, assim vamos colocá-lo para o iniciante como caminho marcial, são as artes ou caminhos marciais de origem japonesa.

Mesmo não havendo competição não significa que o praticante não deva estar preparado para o combate. O “combate” aí pode ter vários significados hoje, podendo ser seu cotidiano profissional, sua vida estudantil seu dia-a-dia e numa última instância o conflito físico real.

Só um comentário final. Após a morte do O-Sensei, muitos ex-alunos fundaram suas próprias escolas de Aikido, não ficando ligados aos desígnios do Hombu Dojo. Nessa esteira apareceu o Tomiki Aikido, que como exceção, tem competição uma vez que sensei Tomiki foi também um importante praticante de Judô.

Até a próxima.

Marcelo Freitas